A energia elétrica pode ficar mais cara no Estado. A Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) propôs reajustar a tarifa de luz em 11,53%. O percentual é o valor médio para consumidores residenciais, industriais, comerciais e rurais.
A previsão, todavia, é que o reajuste fique abaixo do proposto. O aumento ainda depende da aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que deve definir o valor final no dia 3 de agosto e a partir de quando o reajuste passa a valer.
O presidente interino da Celesc, Eduardo Carvalho Sitônio, diz que os cálculos da empresa que justificam o pedido de reajuste foram encaminhados para a Aneel na semana passada. O índice aprovado pela Aneel deve entrar em vigor ainda em agosto e refletir para o consumidor nas faturas a serem recebidas pelos catarinenses a partir de setembro.
A estatal catarinense de energia elétrica tem hoje mais de 2,2 milhões de clientes. Sitônio lembra que, além do reajuste anual, a cada quatro anos é calculado a revisão tarifária da empresa, que inclui o ativo da Celesc e a projeção de investimentos. Nos últimos dois anos, a tarifa da Celesc foi reajustada para baixo.
Aumento é mais do que dobro da inflação
Segundo Sitônio, cerca de 60% dos itens que integram o reajuste não são gerenciados pela Celesc. São, principalmente, pagamentos de impostos, afirma o presidente da estatal. Nos cálculos gerenciados pela Celesc, estão fatores como despesas administrativas e folha de pagamento de pessoal.
— São as demandas necessárias para tocar uma empresa. É um reajuste anual, que considera a inflação do período mais os custos da empresa — afirma o presidente interino.
Segundo projeção apresentada no relatório da Celesc encaminhado à Aneel, o IGP-M, indicador oficial da inflação para o cálculo de tarifas públicas, deve fechar em 5,39% no acumulado dos últimos 12 meses fechando em agosto.
Fonte: DC