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Daiany Morais Lima
Psicologia e Acupuntura
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Auto-hipnose como tratamento da Síndrome de Tourette
18/07/2010 15h37m
Foto: Divulgação
Pesquisadores da área médica divulgaram um estudo de caso em pequena escala na última edição do Journal of Developmental & Behavioral Pediatrics, que sugere que técnicas de auto-hipnose podem ajudar pacientes com a Síndrome de Tourette a melhorar o controle sobre os tiques.
O Dr. Jeffrey Lazarus, co-autor do estudo, e uma equipe de pesquisadores experimentaram uma série de técnicas de auto-hipnose em um grupo de trinta e três participantes. O estudo envolveu crianças e jovens com a Síndrome de Tourette, com idades entre seis e dezenove anos. Os investigadores conduziram as sessões durante um período de dois meses e meio. Os participantes assistiram a um vídeo de um jovem da sua idade descrevendo técnicas de auto-hipnose. Eles receberam técnicas de relaxamento e foram solicitados a focar nos sentimentos que ocorrem antes de um tique, bem como se livrar do tique. Foi solicitado aos participantes a prática das técnicas de auto-hipnose pelo menos três vezes ao dia, mantendo um relatório.
Na conclusão do estudo, doze indivíduos indicaram que haviam conseguido uma melhora dramática, com apenas duas sessões e o treinamento com vídeo. Treze tiveram o mesmo resultado após três sessões, e um participante após quatro sessões. O estudo concluiu que vinte e seis crianças se beneficiaram significativamente do regime de auto-hipnose.
O Dr. Lazarus afirma que a auto-hipnose apresenta várias vantagens sobre a terapia com drogas tradicionais, incluindo a ausência de efeitos colaterais das drogas e uma abordagem menos onerosa para desordens leves e moderadas de tiques, em comparação com produtos farmacêuticos.
Embora reconheçam os resultados do estudo, outros cientistas continuam céticos em relação ao estudo, citando o número pequeno de participantes e a falta de dados a longo sobre o uso da técnica.
O estudo também não incluiu um grupo controle.
Mais informações:
Notícia no site da SBHH: http://bit.ly/9LqWgI
Fonte: www.gossipjackal.com http://bit.ly/duWwcR Tradução: SBHH
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O MESMO QUE NOS LEVA A ADOECER É O MESMO QUE NOS PERMITE A CURA
28/05/2010 16h42m
Foto: Divulgação
Quando as pessoas procuram o médico, esperam do profissional que solucione seus males, que são os mais variados como: úlceras, palpitações, asma brônquica, alergias, labirintite, gastrite, etc. Muitos são os males que assolam as pessoas, mas o que não sabem é que eles, mesmo inconscientemente, podem estar causando seus próprios males.
Sabemos hoje que a emoção provoca lesões desastrosas no corpo. Uma situação estressante, por longo período, ou um sentimento ou emoção mal resolvida, produz em nosso organismo um desequilíbrio, e toda a nossa fisiologia se altera. Estas alterações são denominadas distúrbios psicossomáticos.
De maneira simples e objetiva são alterações que ocorrem no corpo (soma) em função de um não processar simbolicamente as emoções (psique), ou seja, quando o individuo tem dificuldade de reconhecer ou expressar os seus próprios sentimentos. Somos um corpo (soma) totalmente integrado. Há uma interdependência fundamental entre o corpo (soma) e a mente (psique).
Portanto, tudo que ocorre na mente (emoção), quando os sentimentos não são reconhecidos pelo individuo, o corpo dará uma resposta visível da emoção que não foi processada. Entretanto, a doença pode ser o resultado de um conjunto de fatores e causas, muitas vezes não reconhecidas pelo individuo, que produzem a desarmonia e desequilíbrio do corpo, levando-o a uma doença orgânica.
Cada vez mais a medicina ocidental está se voltando também para a visão do indivíduo na sua integridade (corpo x mente x espírito). Já para a medicina oriental, não existe a separação corpo x mente.
Na acupuntura, uma das terapêuticas da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), cada órgão está, de forma direta ou indireta, relacionado a diversas emoções, assim como os sentidos, os tecidos e as funções.
Considerando a visão holística adotada pela medicina tradicional chinesa, tem-se que os pensamentos e as emoções influenciam diretamente a força vital, aumentando, ou ao contrário, paralisando o fluxo de energia pelo corpo. Esse processo pode ser considerado uma via de mão-dupla, onde o psiquismo não pode ser separado dos órgãos e vice-versa, isto é, as perturbações psíquicas, relativas às emoções, podem perturbar diretamente os órgãos e as alterações orgânicas podem agir sobre o psiquismo.
Principais desequilíbrios
Emoções na MTC:
• Fúria: inclui ressentimento, fúria contida, irritabilidade, frustração, ódio, indignação, animosidade ou amargura. Qualquer um desses estados emocionais pode afetar o Fígado e, se persistir ao longo do tempo, pode causar muitos sintomas, como: cefaléia, zumbido, tontura, manchas vermelhas na parte frontal do pescoço, rubor facial, sede, língua vermelha e gosto amargo na boca. Há a possibilidade de se ter também sintomas como submissão, depressão (fúria reprimida) e palidez.
• Alegria: deve ser entendida não como um estado saudável de felicidade, mas um excitamento excessivo que pode lesar o Coração, como, por exemplo, em uma crise de enxaqueca causada por boas notícias repentinas.
• Tristeza: debilita o Pulmão, mas também afeta o Coração. Causa sintomas como dispnéia (falta de ar), cansaço, depressão ou choro, e, nas mulheres, pode provocar amenorréia (ausência regular de menstruação).
• Preocupação e Abstração: pensar demais, exercer um trabalho mental ou estudo excessivo debilita o Baço e causa cansaço, anorexia e diarréia. Outros sintomas: ansiedade, dispnéia e rigidez nos ombros e pescoço.
• Medo: Nas crianças, situações geradoras de medo e insegurança, podem provocar a enurese noturna (xixi na cama). Em adultos, medo e ansiedade provocam sensação de calor na face, sudorese noturna, palpitação, boca e garganta secas.
• Choque emocional: palpitação, dispnéia, insônia, sudorese noturna, boca seca, tontura ou zumbido.
Retomando a psicologia e aos processos psicológicos, a psicossomática em sua práxis, possibilita o ser humano a tomar consciência de sua existência. Desta forma, se torna mais fácil não apenas a remoção do sintoma, como também possibilita ao indivíduo que através de sua própria reflexão, deixe de ser paciente para poder reverter todos os seus sintomas, tornando-se mais flexível para escolher uma melhor qualidade de vida para si próprio, se responsabilizando por si e não responsabilizando o outro. Daí a importância do trabalho do profissional da psicologia junto às equipes médicas nas mais variadas especialidades.
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Obesidade infantil pode ser causada por fatores psicológicos
15/03/2010 15h44m
Foto: Divulgação
A obesidade infantil normalmente é relacionada a hábitos alimentares incorretos. Entretanto, o costume adquirido pelas crianças de se alimentar em excesso pode estar relacionado a fatores psicológicos, como estresse, ansiedade, angústia e depressão.
A tentativa de compensar frustrações com o prazer de comer é comum em todas as faixas etárias. Como essa sensação dura um período curto e a criança não tem noção de limite totalmente estabelecida, em função da pouca maturação cerebral, é provável que comece a ingerir um alimento logo após o outro para se distrair de sentimentos ruins.
Novos hábitos podem levar ao sobrepeso
A mudança de cultura dos brasileiros está diretamente relacionada à obesidade infantil. Hoje, muitas crianças têm uma programação semanal cheia de atividades e pouco tempo de intervalo entre cada uma delas. Vários jovens saem da escola e vão direto para o curso de inglês, de lá vão para o judô e assim por diante.
A rotina oposta também é nociva. Uma criança que passa a maior parte do seu dia na frente da televisão, videogame ou computador não desempenha atividades físicas, como um passeio de bicicleta ou caminhada. Além do sedentarismo, a criança pode sentir-se só, já que não tem contato com outros indivíduos da mesma idade.
Em ambos os casos a criança sentirá falta do vínculo familiar, que gera desequilíbrios psicológicos e também contribui para a obesidade infantil. Esse fator é amplificado com o aumento do consumo de alimentos gordurosos e calóricos pelas crianças, influenciadas pelos hábitos dos pais. Os familiares muitas vezes utilizam doces como uma forma de barganha para compensar o pouco tempo que dispõem para ficar com a criança.
No caso de crianças que estejam alcançando o sobrepeso, os pais devem procurar um endocrinologista para verificar se existem aspectos físicos que justifiquem o desenvolvimento da doença. Caso estes aspectos sejam descartados ou haja dificuldade na diminuição de peso após o controle hormonal, é importante buscar o acompanhamento de um(a) psicólogo(a), já que existem causas emocionais ligadas a este quadro clínico.
Consequências físicas e psicológicas
A obesidade infantil é a principal responsável por casos de diabetes tipo 2 em adolescentes, condição que antes era pouco observada nessa faixa etária. A doença também pode prejudicar o crescimento, trazendo má formação do esqueleto e causando males como joelho valgo (conhecido como “joelho em X”) e desvios na coluna, sobretudo escolioses e lordoses. Modificações endócrinas podem ser observadas como causa e consequência da doença.
Psicologicamente, a obesidade na infância pode ser muito danosa, pois esta fase da vida é muito importante para o desenvolvimento emocional.
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Obesidade infantil pode ser causada por fatores psicológicos
15/03/2010 15h44m
Warning: getimagesize(colunas/0000001047/obesidade-infantil.jpg) [function.getimagesize]: failed to open stream: No such file or directory in /home/oestevir/public_html/coluna.php on line 179
A obesidade infantil normalmente é relacionada a hábitos alimentares incorretos. Entretanto, o costume adquirido pelas crianças de se alimentar em excesso pode estar relacionado a fatores psicológicos, como estresse, ansiedade, angústia e depressão.
A tentativa de compensar frustrações com o prazer de comer é comum em todas as faixas etárias. Como essa sensação dura um período curto e a criança não tem noção de limite totalmente estabelecida, em função da pouca maturação cerebral, é provável que comece a ingerir um alimento logo após o outro para se distrair de sentimentos ruins.
Novos hábitos podem levar ao sobrepeso
A mudança de cultura dos brasileiros está diretamente relacionada à obesidade infantil. Hoje, muitas crianças têm uma programação semanal cheia de atividades e pouco tempo de intervalo entre cada uma delas. Vários jovens saem da escola e vão direto para o curso de inglês, de lá vão para o judô e assim por diante.
A rotina oposta também é nociva. Uma criança que passa a maior parte do seu dia na frente da televisão, videogame ou computador não desempenha atividades físicas, como um passeio de bicicleta ou caminhada. Além do sedentarismo, a criança pode sentir-se só, já que não tem contato com outros indivíduos da mesma idade.
Em ambos os casos a criança sentirá falta do vínculo familiar, que gera desequilíbrios psicológicos e também contribui para a obesidade infantil. Esse fator é amplificado com o aumento do consumo de alimentos gordurosos e calóricos pelas crianças, influenciadas pelos hábitos dos pais. Os familiares muitas vezes utilizam doces como uma forma de barganha para compensar o pouco tempo que dispõem para ficar com a criança.
No caso de crianças que estejam alcançando o sobrepeso, os pais devem procurar um endocrinologista para verificar se existem aspectos físicos que justifiquem o desenvolvimento da doença. Caso estes aspectos sejam descartados ou haja dificuldade na diminuição de peso após o controle hormonal, é importante buscar o acompanhamento de um(a) psicólogo(a), já que existem causas emocionais ligadas a este quadro clínico.
Consequências físicas e psicológicas
A obesidade infantil é a principal responsável por casos de diabetes tipo 2 em adolescentes, condição que antes era pouco observada nessa faixa etária. A doença também pode prejudicar o crescimento, trazendo má formação do esqueleto e causando males como joelho valgo (conhecido como “joelho em X”) e desvios na coluna, sobretudo escolioses e lordoses. Modificações endócrinas podem ser observadas como causa e consequência da doença.
Psicologicamente, a obesidade na infância pode ser muito danosa, pois esta fase da vida é muito importante para o desenvolvimento emocional.
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HIPNOSE
29/10/2009 23h09m
A hipnose é frequentemente chamada de "estado de transe". Um estado de transe é um estado alterado de consciência que é diferente do estado normal de vigília, caracterizado por ondas beta no cérebro. É simplesmente um estado de concentração e atenção aumentadas. A maioria das pessoas atingem um estado de transe hipnótico todos os dias e várias vezes ao dia, ao dirigir um carro ou ficar absorvido em um livro, por exemplo. Acredita-se que as pessoas têm uma certa capacidade para o transe hipnótico. Acredita-se também que as pessoas que são capazes de ter experiências hipnóticas durante a sua vida cotidiana são altamente sugestionáveis.
Existem três componentes principais da hipnose: absorção, dissociação e sugestionabilidade. De modo geral, quanto mais sugestionável é uma pessoa, mais ela é capaz de dissociar-se, e um hipnotista é capaz de dirigir sua atenção e sua absorção é mais focada (Spiegel & Spiegel, 2004). Foi constatado que as pessoas que são altamente hipnotizáveis tem o traço de personalidade da "absorção". Elas têm mais probabilidade de permanecerem absorvidas em uma tarefa.
Um estudo sobre a hipnotizabilidade foi realizado com 481 mulheres (alunas de graduação). Além de medir a sugestionabilidade hipnótica, seus traços de personalidade também foram estudados. O estudo revelou que a absorção foi um traço de personalidade comum nas mulheres altamente sugestionáveis, e houve uma correlação entre hipnotizabilidade e absorção. Essas mulheres geralmente apresentam momentos de total atenção em tarefas específicas em suas vidas cotidianas. A absorção também foi caracterizada por sistemas de representação plenamente envolvidos, incluindo os recursos visual, auditivo e cinestésico (Tellegen & Atkinson, 1974).
Outro estudo buscou comparar as diferenças entre indivíduos com baixa e alta hipnotizabilidade. Verificou-se que a responsividade hipnótica de indivíduos com alta hipnotizabilidade era devida ao controle dissociado. Isto sugere que as sugestões de um transe hipnótico ativam o controle cognitivo. Durante a hipnose, o indivíduo é muitas vezes capaz de dissociar-se do pensamento normal, consciente e cognitivo. As pessoas que possuem a capacidade de serem mais propensas a tornar-se hipnotizadas também apresentam maior facilidade de dissociar-se do ambiente ou do pensamento cognitivo (Bowers, 1992).
O terceiro componente da hipnose é a sugestionabilidade. O aspecto da indução de uma sessão de hipnose aumenta a sugestionabilidade. Quando uma pessoa apresenta maior absorção e dissociação devido a uma indução hipnótica ou transe, esta torna-se mais sugestionável (Kirsch, 1997).
Devido a estes três componentes principais da hipnose, existem vários graus de hipnotizabilidade e sugestionabilidade nas pessoas. A capacidade de ser induzido hipnoticamente pode ser genética ou adquirida. A hipnose pode ocorrer de três formas diferentes: de forma espontânea, induzida por um hipnotizador, ou auto-induzida. As pessoas respondem à hipnose de maneiras diferentes e em diferentes graus.
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