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Kathiuça Bertollo
Serviço Social - Limites e Possibilidades
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PROGRAMAS DE TRANSFERÊNCIA DE RENDA
09/08/2010 12h37m
Os programas de Transferência de Renda são realmente capazes de ir além do auxílio imediato? Serão eles a via de transformação e inclusão das classes subalternas?
Vivenciamos a partir da década de 1980, a reestruturação e regulamentação das políticas sociais no Brasil. Foi com a Constituinte de 88 que definiu-se e regulamentou-se o sistema de proteção social brasileiro. Este trouxe avanços consideráveis para a realidade até então vivida.
No que se refere à Saúde, implantou-se o Sistema Único de Saúde (SUS). Em relação à Previdência Social esta foi estruturada por via contributiva. E em relação à política de Assistência Social vivenciamos profundas alterações e redefinições quanto a sua organização e operacionalização em solo brasileiro.
A Assistência Social atualmente está estruturada via Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Nesse recorte possui expressivo papel os programas de transferência de renda, cita-se: o Programa Bolsa família, PETI, Pró-Jovem, e também benefícios como o BPC (Benefício de Prestação Continuada).
É considerável o número de famílias brasileiras incluídas nestes programas, haja vista que o Brasil caracteriza-se pela alta taxa de desigualdade social, e conseqüentemente pela pobreza e miséria de grande parcela da população.
Ao adotar a implantação destes tipos de programas o governo brasileiro busca “compensar” e “equilibrar” as diferenças de acesso a bens e serviços produzidos socialmente. Objetiva-se com a transferência de renda diretamente a família, que esta consiga transportar-se da linha da pobreza e da miséria para a linha dos que conseguem acessar o mínimo para a sua sobrevivência.
Desta forma, indagamos se a renda que os programas oferecem a estas famílias é suficiente para superar tamanhas dificuldades por elas enfrentadas.
Compreendemos que é necessário intervir junto às camadas mais empobrecidas da população sim. Porém o mero repasse financeiro, e com valores insignificantes em relação ao necessário para se ter efetivo acesso aos serviços básicos de sobrevivência, por si só não representam possibilidade concreta de alteração na condição de vida dos beneficiários.
Compreendemos que paralelo a transferência monetária de renda é necessário instrumentalizar e capacitar essa população para que consigam ter acesso ao mercado de trabalho e a políticas sociais como a previdência, por exemplo. Ações de caráter imediato e que apenas amenizam a situação de exclusão social não devem tomar o lugar de tema central deste debate, que entendemos ser do acesso ao mundo do trabalho.
Mais do que garantir renda condicionada de caráter irrisório às famílias brasileiras, compreendemos que o acesso à moradia, saúde pública de qualidade, educação gratuita, transporte público eficiente, entre tantas outras demandas sentidas por todos nós cotidianamente é o básico a ser feito por governos dispostos a transformar a realidade numa sociedade mais justa e democrática social, econômica e culturalmente.
Devemos lutar por ações que nos remetam à uma nova ordem social não mais de características focalizadoras, seletivas e restritivas, mas sim universais em que sejam dispensados os programas de transferência de renda pois estes não caberiam em tal realidade.
Até breve,
KATHIUÇA BERTOLLO
Assistente Social
CRESS 3522 / 12 Região.
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PROCESSO SELETIVO PARA MESTRADO EM SERVIÇO SOCIAL - UFSC
25/07/2010 20h34m
Está aberto o edital para Mestrado em Serviço Social na UFCS.
As inscrições iniciam em 09 de agosto a 24 de setembro de 2010. As linhas de pesquisa são:
1 - Direitos, Sociedade Civil e Políticas Sociais na América Latina
2 - Serviço Social, Ética e Formação Profissional
3 - Questão Social, Trabalho e Emancipação Humana
Maiores informações estão disponíveis no site do Programa de Pós Graduação de serviço Social da UFSC.
http://www.pos.ufsc.br/servicosocial/
Afirmo que a possibilidade de cursar Mestrado em Serviço Social é maravilhosa. Vivencio esta realidade e afirmo que é muito válida e útil ao aperfeiçoamento profissional do Assistente Social.
Assistentes Sociais Desafiem-se !
Até breve... (espero encontrá-los nos corredores da UFSC!!!)
KATHIUÇA BERTOLLO Assistente Social – CRESS 3522 / 12 Região.
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DIA 15 DE MAIO DIA DO ASSISTENTE SOCIAL
14/05/2010 22h54m
O dia 15 de maio é uma data especial para os Assistentes Sociais. Este dia marca a profissão desde o seu nascimento.
Foi em 15 de maio de 1891 que o Papa Leão XIII publicou a Encíclica "Rerum Novarum" apresentando ao mundo católico os fundamentos e as diretrizes da Doutrina Social da Igreja. Era a primeira Encíclica Social já escrita por um Papa e, arcava o posicionamento da Igreja frente aos Graves problemas sociais que dominavam as sociedades européias.
Para os assistentes sociais europeus, a Encíclica publicada naquele dia 15 de maio trazia um conteúdo muito especial. Atônitos frente à complexidade dos problemas existentes e teoricamente fragilizados em conseqüência de sua formação ainda bastante precária, aqueles profissionais assumiram o documento e os ensinamentos ali contidos como base fundamental de seu trabalho.
Desse modo se aproximavam cada vez mais da Igreja Católica européia que por sua vez, assumia progressivamente a sua liderança sobre o enfoque das práticas sociais daqueles profissionais.
No Brasil, o Serviço Social foi criado em 1936, a partir das iniciativas dos grandes líderes da Igreja Católica. Inspirados na Doutrina Social da Igreja então enriquecida por uma nova Encíclica Social: a "Quadragésimo Ano" redigida pelo Papa Pio XI e publicada no dia 15 de maio de 1931 em comemoração aos quarenta anos da Rerum Novarum.
E, desse modo, no Brasil, a profissão cresceu sob a liderança da Igreja e foi gestada no seio da prática da "Ação Social Católica", ou simplesmente "Ação Católica" até o início dos anos 60 recebendo influência direta e decisiva da sua "Doutrina Social".
Atualmente o Serviço Social é reconhecido como profissão e regulamentado pela Lei 8.662 de 07 de junho de 1993, e seu Código de Ética atual é de 15 de março de 1993. Ou seja, abandona-se a concepção de caridade e solidariedade e emprega-se formalidade, legalidade e profissionalização às ações desempenhadas pelos Assistentes Sociais.
Em suma, o dia "15 de maio" é uma homenagem à publicação da "Rerum Novarum" - documento que embalou a profissão em berço e lhe sustentou a vida até os dias atuais.
Compreender o Serviço Social enquanto profissão é fascinante. (Para uma melhor compreensão da profissão sugiro a leitura da primeira coluna por mim escrita neste espaço).
Cabe a nós assistentes sociais conhecermos a história de nossa profissão para fortalecer as ações do presente e possibilitar a construção de um futuro mais promissor e efetivo.
PARABÉNS A TODOS NÓS ASSISTENTES SOCIAIS!!
SIGAMOS NA LUTA POR UMA NOVA ORDEM SOCIETÁRIA MAS JUSTA E HUMANIZADA.
Até Breve... KATHIUÇA BERTOLLO Assistente Social / CRESS 3522 – 12 Região.
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NÃO AO ATO MÉDICO!
18/04/2010 18h18m
Ocupo este espaço para manifestar-me contrária ao PL 25/2002 em que é tratado acerca do Ato Médico.
Compreendo, a partir de leituras e estudos realizados acerca deste tema, que este projeto de lei cerceia as ações multiprofissionais, reduzindo-as a apenas ao que o médico considera ideal.
Compreendo que os argumentos utilizados pelos que são favoráveis a este projeto tem certa importância, uma vez que muitos procedimentos são realizados indevidamente e desnecessariamente haja vista o despreparo e descompromisso de certos profissionais, e isto perpassa várias categorias, inclusive a classe médica.
Porém, considero que as ações multiprofissionais tem maior respaldo e efetividade.
Considero que cada profissional diante de sua especificidade de conhecimento é capaz de contribuir no processo de melhora do paciente. Cabe a cada profissional ter clareza de sua autonomia e de seus limites, ou seja, compromisso ético-profissional.
Segue abaixo um texto que nos remete à reflexão acerca das conseqüências de tornar o parecer do médico apenas como necessário ou correto diante de uma situação.
A mulher que morreu de topada (Tragédia em um ato)
Luis Fernando Verissimo
O velório da Dona Saúde. Ela está estendida sobre uma mesa, que faz a vez de caixão. A única outra peça de cenário é um banco de praça, ou cadeiras imitando um banco de praça. O marido da Dona Saúde está ao lado do “caixão”. Chega uma mulher e abraça o marido 1ª Mulher: - Que desgraça. Que tristeza. Pobre da dona Saúde. Marido: - E pobre de mim, que fico sem Saúde. A 1ª mulher vai espiar a morta. Entra outra mulher e também abraça o marido. 2ª Mulher: - Que tragédia. Que pena. A Saúde, quem diria... Marido: – Pois é. O que fazer? Foi uma fatalidade. A 2ª mulher vai espiar a morta. Entra um homem e também abraça o marido. 1° Homem: - Meus pêsames. Que choque. Perder a Saúde assim... Marido: - Obrigado. Eu sei. Preciso me consolar. O 1º homem vai espiar a morta. Entra outro homem e também abraça o marido, antes de ir espiar a morta. 2° Homem: - Meus sentimentos. Que horror. E logo a Saúde, que parecia tão...saudável. Marido: - Nem tanto, nem tanto. Há anos ela não vinha bem. E culminou com a topada. 1ª Mulher: - Ela morreu de topada?! Marido: - Bem, a topada foi só o começo. Ela morreu por falta de atendimento médico. 1ª Mulher: - Hmmm... 2ª Mulher: - A velha história... 1° Homem: - Ó Brasil, ó Brasil... 2º Homem: - Mas conte como foi. Marido: - Bem, foi assim. Nós estávamos passeando na pracinha e...(ELE OLHA EM VOLTA, PROCURANDO ALGUMA MANEIRA DE RECRIAR A CENA, E ACABA DIRIGINDO-SE À MORTA) Meu bem, levanta um pouquinho e me ajude a mostrar como foi. A morta se levanta e eles simulam uma caminhada na pracinha, de braços dados. De repente ela dá uma topada numa pedra invisível. Saúde: - Ui. Ai. Marido: - É “ui” ou “ai”? Saúde: - Qual é a diferença? Doeu. Marido: - “Ai” é mais que “ui”. É dor de “ai” ou dor de “ui”? Saúde: - De “ai”, de “ai”. Acho que quebrei o dedinho. Marido: - Isso só um profissional pode dizer. Sente aqui no banco que eu vou chamar um... Um homem está passando pelo local (pode ser um dos homens já em cena, fazendo outro papel) 3º Homem: - Precisam de ajuda? Eu posso dizer se o dedinho quebrou ou não. Marido: - Você é um profissional?. 3º Homem: - Sou, de educação física. Marido: - Afaste-se da minha mulher. 3º Homem: - Mas eu conheço o corpo humano. Posso... Marido: - Não ponha um dedo nesse dedinho. Ela precisa de um médico. Enquanto eles falam a Saúde se contorce no banco para examinar seu dedinho do pé e sente outra dor. Saúde: - Ai. Ui! Marido: - É “ai” ou é “ui”? Saúde: - É “ai”. Acho que destronquei alguma coisa aqui atrás. Ai. Ai! Marido: - Fique calma. Eu vou buscar ajuda. Uma mulher está passando pelo local e se oferece 3ª Mulher: - Eu posso ajudar. Sou treinada para ajudar pessoas com... Marido: - Suas credenciais, por favor. Registro médico. 3ª Mulher: - Não tenho. Faço terapia ocupacional. Marido: - Afaste-se da minha mulher. Não toque em nada. 3ª Mulher: - Mas... Marido: - Em nada, ou eu processo você por charlatanismo. No banco, toda torta, a Saúde começa a chorar Marido: - O que é isso, agora? Saúde: - É choro. Eu estou nervosa. Marido: - Você precisa de atendimento psiquiátrico. 4º homem está passando e se oferece. 4º Homem: - Pode deixar comigo. Eu vou acalmá-la Marido: - Credenciais 4º Homem: - Como, credenciais? Eu sou psicólogo. Posso ajudar. Marido: - Não chegue perto da cabeça da minha mulher! (LEVANTANDO A MULHER POR UM BRAÇO) Venha, querida. Vamos para um hospital. Você precisa de atendimento profissional. Esta pracinha está cheia de amadores. Uma ameaça à saúde pública. Mas a Saúde, com o dedinho machucado e toda torta, não consegue dar dois passos e cai. Saúde: - Ui, ui, ui. Ai ai, ai. Marido: - É “ui, ui, ui” ou é “ai, ai, ai”? Saúde: - É ai, ai, ai, ai, ai! Acho que quebrei outra coisa. 4ª mulher está passando e se oferece. 4ª Mulher: - Deixe-me ajudar. Marido: - Registro médico. 4ª Mulher: - Eu sou fisioterapeuta. Posso... Marido: - Pode nada. Não toque na minha mulher. Não chegue perto de um osso. (NOTA QUE A SAÚDE ESTÁ QUIETA) Saúde. Saúde! O que está havendo com você? Saúde (mal podendo produzir o som): - Iamm...Iomm... Marido: - É “iam” ou é “iom? Saúde (Desfalecendo): - Brrrm... Marido: - “Brrrm” em que sentido? Entrou a 5ª mulher, que esteve assistindo esta cena. 5ª Mulher: - Ela perdeu os sentidos. Pode ser o coração. Marido: - Como você sabe? Você é médica? 5ª Mulher: - Não, sou enfermeira, e sei o que fazer nestes casos. Marido: - Não se aproxime da minha mulher. Ninguém se aproxime. Vou levá-la para um hospital. Entrou 5º homem. 5º Homem: - Eu ajudo. Podemos levá-la no meu carro. Marido: - Você está dirigindo uma ambulância? 5º Homem: - Ambulância? Não. Estou dirigindo o meu carro. Está estacionado ali e... Marido: - Carteira de motorista. Todos (em Uníssono): - O que?! Dona Saúde levanta-se do chão e caminha, resignadamente, para o “caixão”, onde deita-se de novo. Todos cercam o caixão. Marido: - E foi assim que a Saúde morreu de uma simples topada, e falta de atendimento médico. Coitadinha da Saúde. Todos (em Uníssono): – Coitadinha... 1ª Mulher: – Ó Brasil, ó Brasil...
(texto extraído: http://www.naoaoatomedico.org.br/paginterna/para_refletir01.cfm em 18 de abril de 2010, as 18:10 horas).
ATÉ BREVE. KATHIUÇA BERTOLLO ASSISTENTE SOCIAL CRESS 3522/12 Região.
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PARABÉNS MULHER !
08/03/2010 17h35m
Comemoramos hoje, dia 8 de março, o dia Internacional da Mulher. O motivo da mulher ter um dia em sua comemoração?
Foi em 8 de Março de 1857 que operárias de uma fábrica de tecidos, da cidade de Nova Iorque, fizeram uma grande greve em que reivindicavam melhores condições de trabalho, bem como, ter direito a tratamento digno dentro deste ambiente.
A manifestação por elas realizada foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Cerca de 130 morreram carbonizadas, num ato totalmente violento e desumano.
A partir deste episódio triste da história da humanidade, foi no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca que ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher”, como forma de homenagear as mulheres que morreram na fábrica em 1857.
No entanto, foi somente 65 anos após esta decisão, mais precisamente no ano de 1975, que por meio de um decreto, esta data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Ao lembrarmos deste dia não devemos reluzi-lo a mera comemorações, troca de presentes, e felicitações; mas sim, devemos utilizá-lo, assim como os demais dias, para refletir e pensar acerca do papel que a mulher ocupa na sociedade atual.
A luta para banir da sociedade formas de preconceito e de desvalorização da mulher deve fazer parte de nossa existência e compromisso enquanto ser humano.
São incontestáveis os avanços que nós mulheres conquistamos ao longo da história. Votar e ser votada é o auge dos direitos políticos. Espaços de trabalhos historicamente masculinos atualmente começam a ser ocupados por mulheres.
No que tange ao aspecto da violência, expressão máxima de desrespeito entre os seres humanos, temos atualmente uma lei que visa proteger mais eficazmente as mulheres, é a conhecida ‘Lei Maria da Penha’.
É preciso reconhecer que nenhum direito foi conquistado facilmente. Dentre avanços e retrocessos muito já foi conquistado, mas há muito ainda para ser modificado nesta história.
Com a fibra, garra e a doçura que é peculiar da mulher, com certeza a luta por condições similares entre o masculino e o feminino, entre o macho e a fêmea, se transformará em realidade.
Parabéns a todas nós mulheres!
Até breve. KATHIUÇA BERTOLLO Assistente social CRESS 3522 / 12 Região.
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