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Beto Ruschel
Um publicitário: suas idéias e devaneios
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Sucesso da Avon e alguns equívocos de marketing
01/09/2010 17h22m
O sucesso da Avon
Fico cada vez mais impressionado em como a Avon é eficiente em sua estratégia de venda. Suas ações de comunicação abrangem o território nacional, mas no âmbito regional não há uma atuação mais efetiva. Aí é que entra o X da questão. A Avon não tem ponto de venda, pois ela é feita de porta em porta, por revendedoras independentes. Mulheres que, em sua maioria, fazem disso seu meio de sobrevivência. Mas o mais impressionante é a facilidade com que essas revendedoras tem acesso ao seu público-alvo. Muitas vezes não há necessidade da presença da vendedora. Ela simplesmente deixa o “livrinho” com sua cliente, que escolhe na tranqüilidade do seu lar os produtos que mais lhe agradam. Não é de agora que as mulheres movimentam a economia, mas, para este colunista, este é um exemplo perfeito da força que elas possuem.
Equívocos de marketing
Estava dando uma “surfada” na net e me deparei com um artigo da revista Exame, da Editora Abril. O artigo lista 6 gafes cometidas por grandes empresas em suas estratégias de marketing. Vale a pena dar uma conferida:
http://portalexame.abril.com.br/marketing/noticias/6-gafes-abalaram-campanhas-marketing-2010-588730.html
Abraço.
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Pouca Vogal e muita reticência
30/08/2010 17h07m
São Miguel do Oeste recebeu, na sexta (27/08), dois ícones do Rock Gaúcho. O show “Pouca Vogal” trouxe Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii) e Duca Leindecker (Cidadão Quem) para o palco da Farol. Segundo palavras do próprio Humberto, os dois formam a “menor banda do Rock Gaúcho”. Apresentação muito bacana de se assistir. Ambos esbanjam categoria ao tocar instrumentos de percussão e harmonia (violão, viola caipira e teclado) simultaneamente e ainda cantar. E tudo muito bem. Clássicos e novidades marcaram a noite, que estava lotada e foi um verdadeiro presente aos amantes do gênero.
Notas Negativas
Tenho duas ressalvas para essa noite que poderia ter sido nota 10. Poderia, mas não foi. Para ser bem generoso, minha nota é 9,0. Não pela atração e pela desenvoltura dos músicos, que, na modesta opinião deste colunista, foi intocável. Entretanto é uma pena, para não dizer uma catástrofe, que as atrações principais que vem para a cidade ou região estão começando cada vez mais tarde e abusam da paciência do público. Na sexta, o Pouca Vogal iniciou por volta da 01h45min da madrugada. Complicado... Muito complicado. Há de se pensar que muita gente que foi prestigiar trabalha no sábado pela manhã. Um sacrifício desnecessário.
A segunda observação justifica o título desta coluna. Como escutei alguém comentar, Humberto Gessinger deve se julgar o U2 brasileiro. Sua arrogância e “intocabilidade” (desculpas pelo neologismo) não combinam com a popularidade quem alcançou com suas músicas e a banda Engenheiros do Hawaii. Este colunista já havia sido informado dessa sua “fama” que, agora, se confirmou. Logo atrás, vem Duca Leindecker, que se esforça mas não consegue apagar essa imagem do colega. Infelizmente, caminha à sombra do engenheiro metido a arquiteto. Os fãs mais entusiasmados que me perdoem, mas nada justifica a falta de atenção de um ídolo para com seus admiradores. Show bom; Desempenho bom; Atitudes reticentes... Essa é a imagem que fica.
Uma ótima semana e abraço a todos.
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Lipdub
25/08/2010 11h17m
Aprendi esses dias, com minha irmã, o significado de LIPDUB. Antes de explicá-lo e exemplificá-lo ao curioso(a) leitor(a), vamos à tradução livre deste pretenso troglodita, digo, poliglota: LIP = Lábio / DUB = Estilo musical, espécie de remix
Pois denomina-se Lipdub um estilo de videoclip onde não há cortes ou poucos cortes. Apresento-lhes dois exemplos, com destaque para o vídeo da UVIC (University of Vic). Sensacional e empolgante. Fiquei com muita vontade de estudar lá. É o primeiro link. O segundo exemplo foi feito antes, em Quebec, Canadá. Bom também, mas ainda fico com o lipdub da Catalunha (Espanha) que, de quebra, usou uma música nova para nós curtirmos sem medo de enjoar: Hey, Soul Sister! da banda Train.
http://www.youtube.com/watch?v=EeGDRSWB46w
http://www.youtube.com/watch?v=-zcOFN_VBVo&feature=related
Bom proveito!! Abraço a todos.
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Odisseia
20/08/2010 17h48m
Terça-feira, 17 de Agosto de 2010. Um dia normal para a grande maioria das pessoas do globo, mas não para um contingente vermelho. Um batalhão, uma onda, um mar vermelho de torcedores volta-se para Porto Alegre. Como um imã gigante, o Beira-rio, às margens do Lago Guaíba, começa a energizar-se. Longe da capital gaúcha, fanáticos colorados se organizam para não ficar de fora da grandiosa decisão que se aproxima. O título máximo das américas mexe com as emoções de qualquer amante do futebol. O segundo título em um intervalo de 4 anos, então... Um verdadeiro turbilhão. É a história se desenhando caprichosamente.
Este humilde colunista também armou toda uma estratégia para rumar a Porto Alegre e testemunhar outro magnífico feito do Sport Club Internacional. E na manhã de terça-feira, véspera da decisão, contava com dois caroneiros para rachar a gasolina. Tudo certo! Quando, de repente, no final da tarde, já estava mais nada certo. Os caroneiros não conseguiram seus ingressos e viajar sozinho 560 km não era aconselhável. Com a intenção de fazer um "bate-volta", pior ainda. Excursões lotadas. Carros com itinerários incompatíveis. Quando a esperança já andava cabisbaixa e a razão aconselhava torcer de longe, minha compreensível e amada esposa sugere a ida de ônibus. Mais segura e menos desgastante. No entanto, seria necessário mais um dia de folga do trabalho. Complicado. Mui respeitosamente, liguei para minha chefinha e fiz o pedido. A euforia logo ficou escancarada: "Claro, Beto, depois nos acertamos. Pode torcer bastante e se divertir", disse ela.
Beijei minha compreensível e amada esposa. Entrei no ônibus quando já era quarta-feira, aproximadamente 01h30min da madrugada, e rumei para mais uma vez, assim como já havia feito em 2006, testemunhar mais um gigantesco feito do meu clube do coração. O restante da história não preciso contar. Ela tem final feliz. Estou de volta a São Miguel do Oeste com o peito estufado de alegria. O futebol é uma paixão que mexe com muito mais do que a simples razão pode ou tenta explicar. Por isso dedico essa coluna a milhares de outros colorados que, assim como eu, moveram montanhas para chegar em Porto Alegre e torcer pelo nosso time. Uma verdadeira odisseia. Mas, o melhor de tudo, com um final maravilhoso.
Agradecimento especial à minha chefe, Márcia Daniel; à minha esposa, Silvana; à minha irmã, Raíssa (parceira de jogo); à minha Vó Iracema (a mais Colorada de todas); e a meus pais, Régis e Vera, que, na medida do possível, compreendem e participam desta paixão.
Abraço e bom fim-de-semana a todos.
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Retomando
16/08/2010 22h33m
Na propaganda
Alguns comerciais de televisão tem me chamado a atenção. Positivamente ou negativamente. Assim, de bate-pronto, você também deve lembrar: o comercial da SEARA com o selecionável Robinho e os (na época) pretendentes a selecionável, Neymar e Ganso. Este chamou atenção positivamente por ser muito oportuno. Ganso e Neymar acabaram fora da copa por capricho do Dunga, mas não tirou o brilho da grande sacada. Os que tem chamado atenção negativamente não valem ser citados, mas o que mais cansa é a repetição excessiva. Uma ideia que era boa no princípio acaba por se tornar monótona. Estamos falando de televisão e mudanças constantes. Novos tempos...
A propósito da Copa
O atualizado(a) leitor(a) já deve estar um tanto quanto fatigado de ler, ver e ouvir a respeito da Copa da África e seus desfechos. Este colunista, entretanto, não pode deixar de manifestar o seu posicionamento, repetido quase à exaustação a quem tivesse disposto (e saco) para dar-lhe ouvidos. Fui a favor do Dunga desde o princípio. Torci com um bom patrício para que ele se desse bem e calasse a crítica do centro do país. Isso porque acreditei na tal coerência dele e sua campanha até a copa foi uma credencial bastante interessante. Cometeu os seus pecados? E quem não comete? Pelo menos é um cara corajoso em suas convicções. Agora o que se vê é uma babação em torno do ótimo técnico Mano Menezes que passa a ser o anti-Dunga. Não é mole! Acredito que o novo comando técnico da seleção pode se dar muito bem e também estarei torcendo por ele. Entretanto, o trabalho do Dunga não deve ser destruído como tem sido. Afinal, Telê Santana, que era o cara, também ficou no quase.
Para finalizar
Fazia tanto tempo que não escrevia que o(a) leitor(a) mais desatento(a) pode ter esquecido do meu coloradismo assumido. Então aviso: nesta quarta parto em busca do bi da América. Quinta trabalharei extremamente cansado, mas, se Deus quiser e o Chivas não se animar demais, com um sorriso de orelha a orelha. Afinal, em 2006 eu estava lá. Agora terei a chance de testemunhar a história sendo escrita novamente.
Abraço e excelente semana a todos.
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